Quinta-feira, Novembro 12

Exposições de Pintura / Escultura

A Direcção da Galeria Geraldes da Silva, e os artistas Fernando Martins, Armando Martínez e Antonio López Cerezo convidam Vª Ex.ª, família e amigos para as Exposições Individuais de Pintura e Escultura, cujas inaugurações terão lugar, em simultâneo, nas instalações da Galeria Geraldes da Silva na Rua de Santo Ildefonso, 225/229, no dia 14 de Novembro de 2009 (sábado) pelas 17H00.



ANTONIO LOPÉZ CEREZO (Pintor e Arquitecto)

Cresceu com leite e óleos quase em partes iguais, formou-se entre ateliês de diversos artistas, gabinetes de arquitectos, a escola de Belas Artes de Madrid e a Escola Técnica Superior de Arquitectura, também de Madrid, onde se formou como arquitecto.

Desde o seu começo obteve distintos prémios e galardões, tanto em pintura como arquitectura (Círculo de Belas Artes – Monumento à Paz – Galeria Abril, Galeria Ansorena e Bienais Universitárias entre outros).

As suas últimas exposições individuais foram em Madrid : Galeria COAM (2005), e Centro Árabe-Sírio (2008) ; colectivas : Galeria Ángeles Penche (Madrid 2007), GóisArte (Portugal 2007,2008 e 2009), Oroso Artes (Galiza 2007 e 2008) e convidado no II Salão Internacional de Artes Plásticas (São João da Madeira 2009) e pela AAAGP (Associação de Amizade e das Artes Galego-Portuguesa) em “Toxos e Flores” Ferrol (Corunha).

Actualmente expõe em DadoDadá Club de Jazz (S. de Compostela) e prepara uma exposição para Madrid.

Durante os últimos anos, a sua actividade profissional densenrolou-se entre o seu gabinete de pintura e desenho, a preparação de alunos de belas artes e arquitectura, distintas colaborações em projectos arquitectónicos e o desenrolar do seu “ diko-mou”, a sua obra própria.


ARMANDO MARTÍNEZ (Escultura)

Nasceu em Hermida, na província de Pontevedra em 1955.

Aos 23 anos vem para Portugal, residindo em Coimbra durante ano e meio. Aí começa a trabalhar a Madeira, tendo sido apoiado por alguns amigos portugueses. Parte depois para Barcelona, Paris e Itália, reside durante 3 anos na Reggio Emilia e nesta cidade começa a ver o seu trabalho reconhecido.

Actualmente vive em Vigo depois de algum tempo em Edimburgo. Fez exposições individuais em Portugal, Espanha, Itália e está respresentado em vários museus de Itália e Portugal. O seu nome encontra-se referenciado numa imensa bibliografia.

(…) a dureza do granito ou a macieza da Pedra de Ançã e da Madeira, mais não são que pré-textos onde Armando Martinez inscreve com precisão e obstinação um texto com as regras essenciais da sua gramática escultórica… Os seus trabalhos, geralmente, sao esculpidos no local onde vao ficar. A pedra é colocada em bruto e, a partir de esboços, a obra surge depois de dias, semanas e até meses de labor, no local e ao vivo. Martinez é o escultor galego com mais obras em espaços públicos em Portugal.


FERNANDO MARTINS (Pintura / Escultura / Cerâmica)

- Nasce em Vale de Canas, Coimbra em Fevereiro de 1957

- Expõe regularmente desde 1986:
* Portugal, Espanha, Bélgica, Holanda, Escócia.

- Escultura Monumental:
- Miranda do Corvo (2); Coimbra; Oliveira de Azeméis (co-aut.); Barreiro; Loriga; Alvoco da Serra; Penha Garcia; Massamá, Sintra (Portugal). Pontevedra; Sigueiro-Santiago de Compostela; Tui (Espanha);

Colaborações:
-Monum. Inês de Castro-Montemor-o-Velho
-Monum. Solidariedade-Góis
-Monum. Cabouqueiro-Ataíja de Cima.

- Painéis de Azulejo em diversas instituições públicas;

- Capas para edições literárias;

- Guarda-roupa e adereços para produções teatrais.

Terça-feira, Novembro 10

Novidades

Ateliers

Para inscrições duplas (com amigos ou conhecidos) fazemos um desconto de 5€ na mensalidade de cada inscrito pelo período/meses durante o qual frequentem as aulas de Dança Contemporânea, Tai Chi e Cerâmica.

Pessoas com mais de 65 anos usufruem do mesmo desconto

Sexta-feira, Outubro 9

Exposição de Pintura e Lançamento de Livro de Licínio Saraiva - “Poesis (In)temporal do Risco e da Miragem”


                                           de 10 a 31 de Outubro 2009

[...Numa análise retrospectiva da evolução e progresso da sua figuração imagética, a obra de Licínio Saraiva evidencia propensões flagrantes de aculturação pró-naturalista religiosa e pagã (numa perspectiva lateral aos valores traditivo-convencionais geralmente admitidos como referência da civilização ocidental), denotando uma inequívoca (e, auto-confessional) postura filosófica mais universalista do que pan-europeia, mesmo quando a sua pintura tem por objectivo motivacional a paisagem ou o retrato e o nu, não obstante integrados em ambiências abstraccionistas, de um humano vivencial tão eticamente profundo quanto parece ser mais teogónico do que telúrico, apelativo e sugestional, nos seus contornos míticos ou lírico-poéticos.]

[...As suas temáticas preferências, como a Natureza (desde o paisagismo, nesta nave dos homens), a Música (visualizada como manifestação biológica da arquitectura cósmica e da sua simplicidade divina), os Barcos (quase voláteis num sexto continente), os Animais (na sua diversidade vital e na expressão simbológica, quando não astrológica) …e os Palhaços (onde o homem psico-social manifesta as mais recônditas evidencias) exigem uma abordagem mais detida, um tratamento desejavelmente mais pormenorizado e recorrente, de recensões importantíssimas, num relance diferente que, eventualmente, traçaria um melhor esboço para a compreensão do seu posicionamento individual, social e… cosmogónico.]                                                             José-Luis Ferreira


Licínio Saraiva nasceu em Vila Nova de Gaia, a 16 de Junho de 1952.

É membro associado da ANAP – Associação Nacional dos Artistas Plásticos. Autodidacta na pintura, deve ao seu núcleo de amigos, sobretudo aos pintores, poetas e homens de letras, a sua aprendizagem. Foram eles que, ao longo do tempo, contribuíram para a sua formação cultural e artística. Técnico Superior, licenciado e com carreira na gestão de empresas multinacionais em áreas industriais do automobilismo e do crédito financeiro, só em 1987 inicia o percurso expositivo da sua obra.


"Entre aquilo que sou

e aquilo que gostava de ser

está a imagem que tu vês

 

entre aquilo que herdei

e aquilo que tenho

está o suor estampado no rosto


entre a vida que levo

e a vida que sempre sonhei

estás apenas tu – único caminho

 

entre tu e eu apenas dois passos

um passo teu, um passo meu

e a falta de coragem dos dois."

                                 Licínio Saraiva

Quinta-feira, Outubro 1

Exposição de Pintura - "Ditos Populares" - Ricardo Passos


video

“(...) Portugal tem uma longa tradição de ditos e provérbios populares. Passos não é indiferente a esta realidade, abordando-a com ironia e humor, transportando os provérbios para os seus significados literais, despindo-os das suas metáforas originais, mas carregando-os de novos significados.
A cara de um é o focinho do outro, por exemplo, mostra-nos, de um modo cortante, o ridículo da expressão em que um focinho de porco toma o lugar de um nariz. Deste modo, recorrendo ao absurdo, o artista questiona e leva-nos a questionar a validade dos provérbios populares.
A coerência visual é tão importante como a coerência conceptual no trabalho de Ricardo Passos. Nesta exposição apercebemo-nos da ironia, do humor e da crítica social que caracterizam todo o seu trabalho.”
Luísa Santos,Curadora

http://ricardopassos.blogspot.com/

Rua Santo Ildefonso, 225/229
4000-470 Porto (Perto do Coliseu – Entre o Largo do Padrão e Praça dos Poveiros)

Horário: 2ªf a Sábado – 10h às 13h e 14h30 às 19h
Contacto: 222 013 142 / 965 553 636
Para mais informações, envie-nos um e-mail para:
geral@geraldesdasilva.pt

Quarta-feira, Julho 22

Aulas de Tai Chi

Inscrições abertas.
3ª e 5ª-feira das 19h - 20h
Estilo: Tai Chi Chuan estilo Chen
As aulas são compostas por exercícios de aquecimento, por exercícios que se centram na respiração, auto-massagem do corpo, meditação, Qi Gong (Chi Kung), Lu Jong. E todas as formas de exercício que sirvam ao mesmo tempo para acalmar e energizar o corpo/mente.
Relativamente ao Tai Chi propriamente dito é ensinada a forma CHEN SHÍ TAI CHI (88 Técnicas) da linhagem CHEN FAKE.

Inscrição:25€; Mensalidade:45€ (2h por semana)
Mensalidade: 35 € (1h por semana)
PROMOÇÃO:
  • Para inscrições duplas (com amigos ou conhecidos) fazemos um desconto de 5€ na mensalidade de cada inscrito pelo período/meses durante o qual frequentem as aulas
  • Pessoas com mais de 65 anos usufruem do mesmo desconto

    Para mais informações contactar: 965553636
Rua Santo Ildefonso, 225/229
4000-470 Porto (Perto do Coliseu – Entre o Largo do Padrão e Praça dos Poveiros)

Horário: 2ªf a Sábado – 10h às 13h e 14h30 às 19h
Para mais informações, envie-nos um e-mail para: geral@geraldesdasilva.pt

Sexta-feira, Julho 3

Exposição de Pintura & Escultura "Factory"

Exposição d e Pintura & Escultura

FACTORY by L’Agenzia di Arte

De 04 a 31 de Julho 2009






Quarta-feira, Julho 1

Ateliers em Agosto

Ateliers de tempo livres em Agosto

de Desenho e pintura, cerâmica, Dança contemporânea e Tai Chi



Promoção de Férias_ possibilidade de participar em todos os ateliers, todos os dias do mês de Agosto por um preço reduzido
Contactar: 965553636

Aulas de Tai Chi



Incrições abertas

3ª e 5ª das 19h -20h
Inscrição:25€; Mensalidade:45€
Para mais informações contactar: 965553636

Quarta-feira, Junho 3

Exposição Colectiva de Pintura & Escultura

Exposição patente de 02 a 30 de Junho 2009





Sexta-feira, Maio 8

JAYR PENY COM - VIDA





Quarta-feira, Abril 29

JAYR PENY COM - VIDA

JAYR PENY - OBRA RECENTE
Pintura, Desenho e Cerâmica
02 a 30 de Maio 2009

"BRINCOS DE PÉROLAS" Acrílico sobre Tela 100x120cm 2009

Curriculum - Nasceu em 12 de Maio de 1965 na cidade de Natal, Estado do Rio Grande do Norte, Brasil.Iniciou a sua carreira profissional como Artista Plástico em 1981.Sua formação inclui; Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Pintura) e Escola de Artes Plásticas Atelier Central (Desenho Artístico).Reside em Portugal (concelho de Sintra) desde 1996, onde vem consolidando seu nome e sua Arte.Já realizou 48 exposições individuais. A sua Obra está representada em Museus, colecções particulares e públicas nos seguintes países: Brasil,(Col. Jô Soares) Portugal (Col. Jorge Berardo , (Col. Museu de arte Contemporânea do Funchal), Alemanha, Austrália, Inglaterra, França, (Col. Museu Marzelles) Itália, (Col. Museu Gilardi) Córsega e nos Estados Unidos da América. Jayr Peny é considerado hoje um dos artistas mais promissores da sua geração.


Crítica -

- GEOMÉTRICO-FIGURATIVÍSTA -
Pintor é um Homem que compreende as coisas com o olhar, é visionar num sentido mais profundo, é a forma de encontrar o lado oculto das coisas, é estabelecer uma relação como oculto e de prestar de uma certa forma, um culto.
Culto esse que a Obra de Jayr Peny remonta simultaneamenteàs raízes do paganismo e do sentido cristão. Há uma força invulgar de vitalidade na Obradeste artista que se manifesta na impetuosidade, na precisão do traço e na espantosa euforia da cor, conciliando, de um modo equilibrado, o racional e oirracional, indo mais longe ao pretender geometrizar o não geométrico numa dialéctica do esforço, racionalizar o irracional.
Há na sua Obra dualidades fundamentais que se exprimem pela analogia, como se pretendesse recuperar o mito do andrógino; dualidades como obom e o mau, o preto e o branco, o claro e o escuro, o macho e o fêmea à maneira da Tábua Pitagórica dos pares de opostos.Procura em larga medida não apenas explicitar o implícito mas deixar uma imagem de ambiguidade nas coisas, nos gestos, nas ideias que se pode traduzir pelo implícito de explícito, o que resta como resíduo e é fundamental para a compreensão do mundo, dos sentimentos, dos conceitos, porque a razão para Jayr Peny é uma razão com alma como diria o grande filósofo português Álvaro Ribeiro.
Jayr Peny domina a pintura, não se deixa dominar por ela. Há uma base de autonomia na sua Obra que sofre por vezes influências de Portinari, Almada Negreiros e, num sentido mais longínquo, do sempre omnipresente Picasso.
Cultiva um “geometrismo figurativista” quebrando a rigidez das rectas com a sinuosidade das curvas, opondo o drama ao lirismo revelando deste modo ainda essa sua dualidade fundamental que se manifesta nas suas figuras quase que andróginas,numa Obra plena de sensualidade e poesia que a todo o instante se reafirma num autêntico e fecundo esforço de viver, ou para repetir as suas próprias palavras: «Para o artista, não importa morrer, o que realmente importa é tentar continuar vivo».

FERNANDO MONIZ LOPES
Critico de Arte

Quarta-feira, Abril 1

Trajectos do Sentir I - MHelena Lima

Exposição Individual de Pintura

«Trajectos do Sentir I»

MHelena Lima
de 04 a 17 Abril

MHelena Lima, nasceu e vive em Portugal, expressa-se como Pintora há trinta anos, frequentou cursos na Fundação Calouste Gulbenkian, Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa e Centro de Comunicação Visual Arco.

Recebeu muitos prémios internacionais, ao longo de sua carreira, e tem realizado dezenas de Exposições na Europa e nas Américas.

MHelena Lima expressa nas suas Obras os Sentimentos inerentes ao Ser Humano, para além da forma, da cor e da materialidade, poderemos olharmos as suas Obras com os “OLHOS” do coração e do intelecto e nos apercebermos dos sentimentos assinalados em cada pincelada.

Concentra expressão pictórica criativa, poética, inventiva, afectiva e crítica inerente aos fluxos da vida dos seres humanos, onde podemos sentir a diluição entre Arte e a Vida.

MHelena Lima através de suas Obras nos leva a reflectir sobre a importância que a Arte pode ter enquanto pedra fundamental do questionamento humano; vindo assim a constituir um património comum e inalienável da humanidade...”

Geni Settanni - Curadora

Terça-feira, Março 3

Pool Art Fair_Exposição Colectiva de Arte Espanhola

Pool Art Fair

Exposição Colectiva de Arte Espanhola
de 02 a 28 Março 2009












Quarta-feira, Fevereiro 4

Exposição de Pintura / Escultura


Sexta-feira, Janeiro 16

Exposição Colectiva de Pintura & Fotografia

Quarta-feira, Dezembro 17

Exposição Colectiva de Arte Espanhola

EXPOSIÇÃO ESPANHOLA

de 05 Dezembro a 03 Janeiro

Quinta-feira, Novembro 20

Mostra Internacional de Arte


De 15 Novembro a 04 Dezembro


(R/ch)

Quarta-feira, Outubro 29

Entrevista de Zé Neto à Antena 2

José Neto

"Um mundinho à deriva", 2008
(pormenor)
Assemblage suspensa 123x14x50cm


A Galeria Geraldes da Silva, no Porto, apresenta até ao dia 6 de Novembro a exposição "A Ilusão do querer", do artista plástico José Neto. José Neto desenha e pinta desde pequeno pelo que optou por não seguir formação clássica em arte. Em alternativa – e como considera que a arte é a mais profunda expressão do pensar -, optou pelo estudo da Filosofia. Aqui remontou ao pensamento arcaico pela investigação dos rituais, vestígios e técnicas da arte parietal do Paleolítico Superior. Estes resultados estão patentes na monografia “Lascaux – a expressão de um pensamento arcaico”, a qual teve como orientadora a Prof.ª Dr.ª Isabel Matos Dias. Como pensador que pinta crê que cada fracção do espaço tem características que provocam em nós estímulos sensoriais únicos, como tal entende que cada um deve reflectir pessoalmente pela arte, exteriorizando tudo aquilo que sente. Para tal libertação não considera suficiente fazer uma arte-tipo – conforme ao conforto das categorias, técnicas e cronologias da História da Arte - mas sim, segundo o produto de uma constante adequação e actualização plásticas, as quais sejam amplamente expressivas da sensação percepcionada na irrepetibilidade de cada momento. Ao produto desse exercício chama: arte contemporânea.

Entrevista áudio em: http://tv.rtp.pt/antena2/?headline=26&visual=4 (escolher no lado direito da página na secção "Veja Mais" o nome José Neto)

Quinta-feira, Outubro 16

Promoção válida até 5 de Novembro

:::INICIAÇÃO À DANÇA CONTEMPORÂNEA:::
Isenção do pagamento da inscrição (25€) para quem começar as aulas até 5 de Novembro.













Segunda-feira, Outubro 6

Exposição de Pintura: Zé Neto, Antonieta Castro & Jorgemiguele

Convite
Os artistas e a Direcção da Galeria Geraldes da Silva convidam V.ª Exc.ª, família e amigos a visitarem a inauguração desta Mega Exposição, no dia 11 de Outubro pelas 17h.
De 11 Outubro a 06 Novembro

Zé Neto (1º Piso)

Antonieta Castro (R/ch)


Jorgemiguele (2º Piso)


Sobre os Artistas:

Zé Neto: O autor diz não se sensibilizar com a representação do visível, a bem do seguimento dos estilos - segundo as categorias e cronologias da História da Arte. Isso no seu entender exterioriza a humana “ilusão do querer”. Em alternativa importa-lhe pensar e plasmar no suporte a espontaneidade epistemo/ontológica que o espírito humano sente e pensa, como resultado da sua relação dinâmica com os sentidos. Para lá da convenção (pela apercepção da irrepetibilidade de cada momento/acontecimento) pretende explorar a estranheza psicológica advinda do espanto da irref(v)erência criativa. Assim apresenta algumas soluções que podem ser carinhosamente (ou não) entendidas como “empecilhos culturais”. Tal sentimento deve ser superado pela análise do pormenor. É que à imagem da nossa contemporaneidade globalizada, em primeiro lugar surge-nos a sensação de entropia informativa e é (a posteriori) nessa realidade, que a mente se organiza e busca o equilíbrio do seu mundo peculiar. Zé Neto entendo que a arte - como experiência fundamental - deve reflectir os processos da sua época. A essa atitude da consciência chama: arte contemporânea.
.
Antonieta Castro: Se aguarela é transparência, as aguarelas de Antonieta Castro buscam exactamente a desconstrução da opacidade: as suas paisagens são brumas de cores, as suas figuras levitam, desenham atitudes de leveza. Por vezes, é apenas uma mancha de cores que toma conta do espaço, como um foco de energia que brota de um ponto e que cresce, à imagem do próprio Espaço, do qual somos ínfimas partículas. A energia que salta das aguarelas da Antonieta Castro é sempre positiva, é sempre solar, não fosse ela uma africana, moldada pelas cores da terra das savanas, pelo sol dos trópicos e pelas brisas do Índico.
MANUELA OLIVEIRA 3 de Dezembro de 2007
.
Jorgemiguele: Nasceu , a 1 de Novembro 1962 , natural de S.J.Madeira .Desde cedo que se interessou pelas Artes, mas só em 1980 passou a frequentar o Atelier de Pintura do Mestre Alfredo Silva , onde inicia a sua actividade de pintor , a partir dai vê na pintura uma forma de passar uma mensagem de alerta sobre as atrocidades a que este Mundo está sujeito.Numa procura incessante de novas técnicas e estilos, continuará sempre a tentar descobrir a melhor forma de tocar nos sentimentos de cada pessoa que aprecie a sua obra e convicto de que a Arte é um bom meio para o fazer. Membro da ANAP.

Sábado, Setembro 13

Curso de Pintura e Desenho

















Programa e temáticas de trabalho

- Introdução aos materiais:
- Explicação dos materiais necessários para as diferentes técnicas de pintura, pastel seco, óleo, acrílico e aguarela

- Materiais de registo do Desenho:
- O pastel seco, o lápis de carvão e o lápis de grafite, quanto à dureza e à sua origem
- Elementos estruturais de linguagem artística, linha, ponto claro - escuro, textura e cores
- Características de cada um deles
- As cores primárias, secundárias, intermédias e complementares

Técnicas de Desenho e Pintura

- Aplicação de técnica de Pastel Seco
- Técnica de pintura a óleo (e as suas características)
- Pintura a Acrílico (a tinta de água e as suas características)
- Técnica de Aguarela
- Técnicas Mistas (Colagens de diferentes materiais, papeis, pasta de modelar, areia, cola, serrim, etc.

Curso lecionado pela professora Maria da Conceição Geraldes da Silva:
.Pintora natural de Trás-os-montes, radicada no Porto
.Realizou várias exposições de pintura individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro
·Licenciada em Artes Plásticas pela Escola Superior de Belas Artes do Porto
·Cursou cerâmica na Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis – Porto
·Professora efectiva do ensino secundário
·Directora do Atelier – Galeria Geraldes da Silva / Porto
Rua de Santo Ildefonso n.º 225/229 – Porto – Tel. 222 013 142
·
geral@geraldesdasilva.pt
·http://galeriageraldes.blogspot.com






















Ateliers de Pintura e desenho:
Inscrição> 25 euros
Mensalidades_> 60 euros
P/ menores de 10 anos-> 50 euros






Sábado, Setembro 6




Novidades nos ATL´s de Pintura, Cerâmica, Dança Contemporânea e AtL´s para crianças:
* Aulas avulso (possibilidade de pagamento por aula) na Dança Contemporânea _9 € por aula
* Descontos para os ateliers de Cerâmica e Desenho e pintura para crianças menores de 10 anos de idade.

Terça-feira, Agosto 19

Novo contacto telefónico: 222 013 142

Exposição de Pintura Colectiva- "Da galeRia" João Duque e Geraldes da Silva




















::Exposição de Pintura ::

Geraldes da Silva

"Sonho"_ Aguarela

"Vidas"_Aguarela

Terça-feira, Julho 29

Exposição Colectiva de Artistas Espanhóis






Quarta-feira, Junho 4

ATLs Crianças (1º e 2º Ciclo)


A partir de 2 de Julho vão iniciar os Ateliers de Tempos Livres para crianças entre os 5 e os 12 anos de idade (1º e 2º ciclo), estando já abertas as inscrições a partir de 5 de Junho.
Pretende-se criar um espaço de ocupação de tempos livres no qual se incentive a participação das crianças em variadas actividades, como sejam, os ateliers de desenho, pintura e cerâmica já existentes. Além desta vertente mais direcionada para as artes plásticas, também se inclui o auxílio das crianças na execução dos trabalhos escolares, assim como na aquisição de novos conhecimentos e o estímulo da criatividade e imaginação através de várias tarefas, trabalhos e brincadeiras.

Horário de funcionamento:
2ª a Sábado (4 aulas por semana de 2:30h )
Mensalidade - 85 euros
A funcionar também durante os meses de Agosto e Setembro


Quarta-feira, Maio 28

Exposição Pintura / Escultura Taveira da Cruz


A Direcção da Galeria Geraldes da Silva tem o prazer de convidar V. Exa. e família para, no dia 31 de Maio, sábado, às 21h30, assistir à inauguração da exposição de pintura e escultura bem como à apresentação de livro, do artista Taveira da Cruz.
Na vernissage será servido um porto de honra
A Exposição estará patente de 31 de Maio a 25 de Junho, no seguinte horário: 2ªf a Sábado, das 10h às 13h e das 14h30 às 19h.


Obra relevante dum mestre que idolatrando a luz e a cor, alicerça uma força telúrica imensa sistematicamente exposta e ilustrada magnificamente nos seus quadros, que, no fundo, exprimem as filosofias da razão, a natureza, a injustiça e a verdade da arte, ou ainda a sua grandeza criadora, que transforma tudo que é belo nos reflexos vitais da existência.

Há um simbolismo invulgar neste artista que pode levar a um realismo burguês, pela técnica, mas o pintor credenciado sabe vivificar sem descambar para os valores teatrais da cópia. Apresenta-se viril, numa originalidade pessoal, como é seu timbre, cantando com os pincéis e espátulas, todos esses valores panteístas numa precisão de traço, que é liberdade, ávido por coisas novas, outras vestimentas, naquela ânsia de comunicar tal como é: numa actualidade da forma, das perspectivas, dos volumes, numa escola quase doutrinal, directa ou indirectamente, numa viva pedagogia.

Gostei de ver novamente este consagrado pintor numa pintura cimeira e primordialmente crítica da sua geração que se actualiza, se renova, presencista, que, numa soberba antinomia tem um sentido revolucionário.

Expressiva, quase renascentista naquele impressionismo quando alcança a integridade da harmonia, a luz, em certos ângulos entra pelos olhos adentro, deslumbra, numa exacerbação sensual que apetece ficar agarrado aos quadros, como se sentisse as vestes femininas duma bela mulher.

Trabalha o quadro numa segurança livre e desenrola os pincéis ou a espátula, nas esferas da beleza e exemplifica o conteúdo pela teoria, pelo jogo directo, sem falsos europeis, e mesmo num ou noutro quadro forçado, Taveira da Cruz, fixa caracterologicamente a simbiose da prospecção da natureza, dos objectos, da atmosfera psicológica, a essencialidade das figuras, o que é geneticamente válido ou existencial.

Grandes mostras nos tem presenciado este Mestre! Revivo as imagens vistas a correr e trago nos olhos as cenas líricas e diversas como o pintor tivesse a ambição ardente e rediviva de escalar os paramos da Acrópole, sem desfalecimento ou dúvidas mas somente na dor da criação

Voz única dos presentes, entendidos ou leigos, a beleza da coisa vista tem sido o constante prazer estético; a exigência estrutural e formal do objecto, da coisa que se conhece através do pintor numa larga gramática, fruto da sua sabedoria reconhecida pelo país e no estrangeiro, na máxima – quod visum placed.

A pintura de Taveira da Cruz agora vista evolui e possui as paixões estéticas e abstrai a tragicidade escatológica para dar a todos um hino de luz, cor, desenho de pura contemplação num quase hino de disciplinas.

Pintura unificada na sua rebeldia!

O complexo inconsciente deste artista é o nervo criativo, espiritual latente, que origina os seus quadros que ficam nas zonas nobres do espírito. E isso é um valor donde abrolha a emoção estética.

Dr. Manuel Bontempo, escritor e crítico de arte.

Quarta-feira, Maio 21

Ateliers/Cursos - Mensalidades de Tempos Livres


>Foram alteradas as mensalidades referentes aos cursos de pintura e cerâmica de forma a dinamizar e criar possibilidade de intercâmbio entre os cursos com mensalidades mais em conta para os alunos, como se passa a descrever em baixo:

Mensalidades:
- 45€ para Dança Contemporânea - 2 aulas por semana com duração de 1h cada; 35€ - 1 aula por semana com duração de 1h; por aula avulso - 9

- 60€ para Pintura - 1 aula por semana com duração de 3h; Mensalidade de 50 € para crianças com menos de 10 anos de idade.

- 60€ para Cerâmica, com material incluído - 1 aula por semana com duração de 2h30;
Mensalidade de 50€ para crianças com menos de 10 anos de idade.

- 85€ para ATL´s Crianças (Pintura + Cerâmica + Expressão plástica) 4 aulas por semana de 2:30h cada


Modalidades de pagamento para vários cursos em simultâneo:

- mensalidade de 90€ para Pintura + Dança ou Cerâmica + Dança Contemporânea (1 aula por semana - 2h30 + 1h30)

- mensalidade de 90€ para Pintura + Cerâmica (3h + 2h30)

- mensalidade de 110€ para Pintura + Cerâmica + Dança Contemporânea (2h + 2h30 + 1h30)


PROMOÇÃO:
Para inscrições duplas (com amigos ou conhecidos) fazemos um desconto de 5€ na mensalidade de cada inscrito pelo período/meses durante o qual frequentem as aulas de Dança Contemporânea e
Tai Chi.



Inscrições abertas para todos os ateliers de tempos livres

Para mais informações contactar para o número 965 553 636 ou 22 2013142

Segunda-feira, Maio 12

Agrigento Arte - Colectiva Italiana

Exposição Colectiva de Pintura Italiana


“Agrigento Arte”


de 10 a 20 de Maio de 2008

Rua Santo Ildefonso, 225/229
4000-470 Porto
Perto do Coliseu (entre o Largo do Padrão e Praça dos Poveiros)

Horário: 2ª-feira a Sábado das 10h às 13h e 14h30 às 19h

E-mail:
geral@geraldesdasilva.pt

Quinta-feira, Abril 10

Laboratório de dança Contemporânea


Na base do trabalho estão conceitos como consciência corporal, auto conhecimento, pesquisa, equilíbrio, coordenação, tempo, espaço, ritmo, flexibilidade, fluidez de movimento e pensamento, estímulo, instinto, acção, reacção, atenção, descontracção, relaxamento…
O corpo como veículo, tem grande capacidade de aprendizagem, adaptação e transformação. O principal objectivo é conhecê-lo através de acções/experiências, propostas e respostas, sendo esta investigação a matéria prima do estudo.
Neste espaço /tempo pretende-se conciliar o raciocínio criativo com o corpo físico.
Utilizam-se referências como: Técnica de dança contemporânea, Técnicas de improvisação, Composição espontânea, Butoh, Yoga, Qi Gong e outros que possam ser estímulo de movimento.

Breve descrição das aulas:
Todas as aulas têm início com um aquecimento onde se realizam exercícios de respiração, auto massagem o “despertar do corpo”, o trabalho das suas diferentes partes e articulações, resistência física… vão sendo introduzidos estímulos de improvisação e pesquisa tanto a nível individual como colectivo.
Numa segunda fase são propostos exercícios de introdução à composição coreográfica.
Pretende-se criar sequências de movimento que têm como ponto de partida estados de espírito (sentimentos) e outras linguagens artísticas como a fotografia, escultura, pintura, literatura, música…
Sendo o auto conhecimento um dos objectivos do laboratório, há a ideia de propor o desenvolvimento de criações individuais e colectivas que poderão ser apresentadas num contexto informal, num futuro próximo.
As aulas terminam com exercícios de alongamento e relaxamento que têm como intuito a absorção da informação da aula, assim como o bem estar geral do organismo.

Biografia:
Ana Montalvão praticou Ginástica Rítmica Desportiva durante 11 anos.
Tem o curso de Dança do Ballet Teatro Escola Profissional.
Frequentou a Escola Superior de Dança durante dois anos.
Estudou Medicina Tradicional Chinesa no Instituto de Naturologia.
Participou em Workshops de Dança Contemporânea, Butoh, Performance e Novas Tecnologias, Novo Circo..
Participou também em vários espectáculos de dança, destacando-se o trabalho com os coreógrafos como César Moniz, Francisco Camacho, Jefferson Nunes, Né Barros e Olga Roriz.
Desde 1998 colabora regularmente com artistas de outras áreas (Artes Plásticas, Cinema, Multimédia, Música, Teatro…)
Pratica Tai chi e Qi Gong.

Horário: 2ª e 4ª das 19 às 20h
Preço: 45 euros (2 aulas de 1h cada)

35 euros (1 aula de 1h)
9 euros por aula (aulas avulso)


PROMOÇÃO:
Para inscrições duplas (com amigos ou conhecidos) fazemos um desconto de 5€ na mensalidade de cada inscrito pelo período/meses durante o qual frequentem as aulas



Para mais informações contactar 965553636 ou 968999197 ou 22 2013142


* Trazer roupa confortável

Terça-feira, Abril 8

Maria Lúcia Panicucci - Exposição de Pintura

EXPOSIÇÃO DE
PINTURA BRASILEIRA
Horário:
Das 10H00 às 13H00 e das 14H30 às 19H00 (Seg a Sáb)
Visões de São Paulo
Com 11 milhões de habitantes no município e 20 milhões na região metropolitana, São Paulo é a maior cidade do hemisfério sul e uma das maiores do mundo.Em sua malha viária, de aproximadamente 15 mil quilómetros, é intensa a circulação de pessoas e a movimentação de mercadorias que compartilham, necessariamente, o mesmo espaço urbano.É impressionante como a cidade vibra.Nela são comuns os estabelecimentos comerciais que funcionam em horários expandidos e até alguns que não fecham nunca suas portas.A vida cultural é intensa em São Paulo.Apesar de seus problemas, decorrentes da concentração humana e do excesso de veículos, seus habitantes gostam de viver nela, apreciam seus bairros, parques, ruas, avenidas e praças, até alguns de seus disparates.Sem a poluição visual que agredia os olhos da população, a cidade ficou melhor.Entre as pessoas que vêem com olhos amorosos a cidade de São Paulo está a pintora Maria Lúcia Panicucci. Arquitecta de formação e dirigente de uma empresa da área da construção civíl em São Paulo, quando aderiu à pintura, na segunda metade da década de 90, elegeu a paisagem urbana de São Paulo como seu leitmotiv.Ela, que contribui com seus projectos para a construção de uma nova cidade é atraída frequentemente em suas pinturas por edificações mais antigas, no estilo neoclássico e suas diluições, trazido ao Brasil, por ordem de D. João VI, pela Missão Artística Francesa, que chegou ao Brasil em 1816, trazendo entre seus profissionais especializados o arquitecto Grandjean de Montigny.Este estilo, que se estabeleceu inicialmente no Rio de Janeiro e outras capitais litorâneas, logo se espalhou por outras cidades brasileiras.Mas, em última análise, o que atrai mesmo Maria Lúcia Panicucci são os grandes espaços urbanos e os grandes espaços internos.A série exposta na Galeria Geraldes da Silva inclui duas panorâmicas do centro antigo da cidade, que se formou em torno do Pateo do Collegio, construído pelos jesuítas portugueses no local em que foi celebrada a primeira missa na cidade e que hoje abriga a cripta do Pe. José de Anchieta.Inclui ainda outra panorâmica, da Praça Nossa Senhora Aparecida - padroeira do Brasil - localizada no bairro de Moema, de formação bem mais recente.Ainda no centro histórico, Panicucci recriou o Vale do Anhangabaú, hoje um enorme calçadão arborizado sobre um entroncamento rodoviário, com o tradicional Viaduto do Chá ao fundo.A área, no primeiro quartel do século XIX, era uma chácara pertencente ao Barão de Itapetininga e, posteriormente, à Baronesa de Itu.Voltando para trás seu ângulo de visão, ela pintou o belo Viaduto Santa Ifigênia, localizado no mesmo vale, construído entre 1911 e 1913 com projecto italiano e materiais belgas.Ainda no centro antigo da cidade - que a Associação Viva o Centro luta para reintegrar à vida social e económica da metrópole - ela deu nova vida pictórica, no Largo São Francisco, à Escola de Comércio Álvares Penteado, e a um interior da monumental Faculdade de Direito, também conhecida como "As Arcadas", criada por lei imperial poucos anos depois da independência do Brasil e destinada inicialmente a formar governadores e administradores públicos.Trata-se de uma bela pintura, que capta a luz filtrada que entra no grande espaço interno pelas portas encimadas por arcos criando um clima de paz e reflexão, em contraste com a agitação que se sabe existir lá fora, no largo em que o prédio se encontra, e que abriga também, paradoxalmente, dois oásis de tranquilidade: o Convento de São Francisco e a Igreja da Ordem Terceira da Penitência.Dando preferência ao centro, ela pintou também, por fora e por dentro, a Catedral Metropolitana da Sé, um dos cinco mais importantes templos góticos do mundo, inaugurada em 1954 durante o quarto centenário de São Paulo.E afastando-se um pouco da Praça da Sé, marco zero da cidade de São Paulo, ela recriou o Museu do Ipiranga, hoje Museu Paulista e integrado à Universidade de São Paulo, construído às margens do rio Ipiranga, onde D. Pedro I, em 7 de Setembro de 1822, proclamou a independência do Brasil.De modo geral, a pintura de Maria Lúcia Panicucci é harmoniosa, não estabelecendo contrastes fortes de cor; é diluída, quase imaterial, sensível, emocional.As formas são frequentemente delimitadas, mas de forma suave, baixa, agradável à vista. Sua pintura está mais para uma música de câmera do que para uma sinfonia.

Enock Sacramento
Membro da Associação Internacional de Críticos de Arte, Paris
A Direcção da Galeria Geraldes da Silva em conjunto com as organizadoras / curadoras Maria dos Anjos Oliveira / Tânia Sciacco e a artista Maria Lucia Panicucci, convidam Vª Ex.ª, família e amigos a visitarem a Exposição de Pintura cuja inauguração terá lugar na Galeria Geraldes da Silva na Rua de Santo Ildefonso, 225/229, no dia 12 de Abril de 2008 (sábado) pelas 17H00.

Terça-feira, Março 11

Exposição «Origem e Destino» de 07 a 27 Março 2008

A Direcção da Galeria Geraldes da Silva e a FinArtGallery, convidam Vª Ex.ª, família e amigos a visitarem a Exposição de Pintura, Escultura e Fotografia «Origem e Destino» que estará patente na Galeria Geraldes da Silva, de 07 a 27 Março 2008

Rua Santo Ildefonso, 225/229
4000 – 470 Porto
(Entre o Largo do Padrão e a Praça dos Poveiros. Perto do Coliseu do Porto)
(between Largo do Padrão and Praça dos Poveiros. Close to the Oporto Coliseum)

Tel. 968 999 197 / 223 403 906

Horário: Segunda-feira a Sábado – 10h às 13h e 14h30 às 19h
(Opening hours – Monday to Saturday- from 10am to 1pm and 2:30pm to 7pm)

E-mail:
geral@geraldesdasilva.com

Segunda-feira, Fevereiro 25

Exposição de Pintura: «Falco Oport-uno» de Joaquim Falcó de 09 a 29 Fevereiro 2008











Segunda-feira, Fevereiro 4

Exposição de Pintura: «Falco Oport-uno» de Joaquim Falcó de 09 a 29 Fevereiro 2008

CONVITE
A Direcção da Galeria Geraldes da Silva e o artista Joaquim Falcó (Espanhol), convidam Vª Ex.ª, família e amigos a visitarem a Exposição de Pintura cuja a inauguração terá lugar na
Galeria Geraldes da Silva, sito Rua de St.º Ildefonso, 225/229,
no dia 09 de Fevereiro 2008 (sábado) pelas 17H00.

Com a participação dos seguintes artistas (espanhóis):
Rosiano (1º Piso)
Emilio Romero, Alejandro Tosco, Pablo Martin (2º Piso)

Tel: 223 403 906 / 968 999 197

Sexta-feira, Janeiro 18

Atelier de Cerâmica

Programa e temáticas de trabalho:

::Modelação em cerâmica
::Olaria (utilização da roda de oleiro)
::Atelier de produção de azulejos de diversos estilos
::Cozedura
::Pintura e vidragem
::Técnicas decorativas sobre cerâmica
::Aperfeiçoamento da técnica individual

>Aulas: Cada aula com duração de 2h30
>1 vez por semana
>10horas de aulas por mês

>Dias: 6ªf: 17h às 19h30
>Sáb: 15h às 17h30

>Inscrição: 25€

>Mensalidade: 60€

>Tel: 223 403 906 / 968 999 197

Curso a iniciar em Fevereiro 2008 - Inscrições abertas!








Quarta-feira, Janeiro 9

Exposição de Fotografia de 05 a 31 Janeiro

Luís Coelho

“A long journey into the deep red”

Este trabalho marca o início de uma colecção que nomeei de: “A long journey into the deep red”, cuja finalidade é guiar o espectador numa experiência que o conduza até ao seu próprio mundo imaginário, sendo o meu trabalho o seu cenário de fundo.

Por esse motivo a minha obra não aspira representar nenhum objecto nem passar nenhuma mensagem especifica, pretendendo somente captar a atenção do espectador e levá-lo a descobrir em cada imagem a sua interpretação pessoal, como quem olha para o céu e em cada nuvem vê algo de diferente da pessoa ao seu lado. Esta intenção foi alcançada através de um longo processo de exploração de diversas técnicas e de sobreposição de técnicas, muitas vezes de forma empírica, procurando tirar o melhor partido da fotografia digital com o intuito de criar imagens flexíveis que permitam múltiplas interpretações.

Nesta primeira mostra apresento cinco séries: a primeira composta por quatro trabalhos sendo o primeiro de 120X60cm e os restantes três de 60X45cm. Na primeira série procurei criar uma síntese dos trabalhos seguintes logo apresento uma variedade formal grande, que joga com imagens compostas por explosões de cor e mancha, outras por linhas mais rígidas simétricas e assimétricas. A segunda série é composta por três trabalhos de 60cmX45cm que exploram composições radiais composta por linhas finas, em dois casos são dinâmicas e no trabalho central são estáticas. A terceira série é composta por cinco trabalhos de 120X35cm, estes exploram linhas verticais tirando o máximo partido do formato dos trabalhos. A quarta série é composta por quatro trabalhos de 60X45cm todos com uma forte centralidade e que procuram tirar o máximo partido das texturas. A quinta e última série é composta por dois trabalhos de 120X90cm ambos com uma forte centralidade e que tiram o melhor partido da sua dimensão proporcionando interpretações diferentes conforme a distância do espectador a obra.

Quinta-feira, Janeiro 3

Exposição de Fotografia de 05 a 31 Janeiro

CONVITE

A Direcção da Galeria Geraldes da Silva e os artistas Luis Coelho e André Oliveira, convidam Vª Ex.ª, família e amigos a visitarem a Exposição de Fotografia cuja a inauguração terá lugar na Galeria Geraldes da Silva, sito Rua de St.º Ildefonso, 225/229,
no dia 05 de Janeiro 2008 (sábado) pelas 19H00.



Rua Santo Ildefonso, 225/229
4000 – 470 Porto
(Entre o Largo do Padrão e a Praça dos Poveiros – Perto do Coliseu do Porto)
Tel: 223 403 906


Quarta-feira, Dezembro 5

Filipa Aranda «O Perfume da Água Corrente»

de 01 a 31 Dezembro 2007

Pintura
Instalação
Performance

Rua Santo Ildefonso, 225/229
4000 – 470 Porto
(Entre o Largo do Padrão e a Praça dos Poveiros – Perto do Coliseu do Porto)
Tel: 223 403 906


Quinta-feira, Novembro 29

Exposição de Artes Plásticas - Filipa Aranda - 01 a 31 Dez

Localização: Entre o Largo do Padrão e Praça dos Poveiros (Perto do Coliseu do Porto)
Horário: 2ª a Sáb das 10h às 13h & 14h30 às 19h
Tel: 223 403 906

Quarta-feira, Outubro 31

Exposição de Pintura Luso-Brasileira


Artistas Presentes:

Adriana de Castro

Christiano Cabrera

Cristiana de Freitas

Dacha

Eusanete Sant Anna

Fernando Feierabend

João Dias

Kelva

Marcelo Simioni

Márcio Schiaz

Maria Lucia Panicucci

Mariluci Jung

Marize Bodini

Norma Vilar

Renata Meirelles

Sonia de Abreu

Theresa Neves


Wall Veloso

Quarta-feira, Setembro 19

Exposição Individual de Pintura de Geraldes da Silva de 19 a 29 de Setembro de 2007

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Estando interessado em algum destes trabalhos peça informações para o número da artista plástica Geraldes da Silva
contacto telefónico:
968999197
(clicar nas figuras para ver maior)




















































Rua Sto Ildefonso, 225/229 Porto. ) 22 201 31 42
(Entre o Largo do Padrão e Praça dos Poveiros – Perto do Coliseu do Porto)

E-mail:
geral@geraldesdasilva.pt
Horário:Das 10H00 às 13H00 e das 14H30 às 19H00 (Seg. a Sáb.)

Quinta-feira, Julho 26

Exposição Colectiva de Trabalhos dos Alunos de 21 de Julho a 01 de Agosto


Terça-feira, Julho 3

Ateliers de Desenho e Pintura

Ateliers de Desenho e Pintura

Aulas:
Cada aula com duração de 3horas
1 vez por semana
12horas de aulas por mês

Dias:

3ªf: dia todo & pós-laboral
4ªf: manhã
5ªf: a partir das 16h / pós-laboral
6ªf: tarde
Sáb: dia todo

NB: Poderá surgir um alargamento no horário devido ao período das férias

Horário:

manhã: 10h às 13h
tarde: 14h30 às 19h
pós-laboral: 19h às 22h

Inscrição: 25€
Mensalidade: 60€ (até aos 10 anos de idade: 50€)

Tel: 223 403 906 / 968 999 197

E-mail:
geral@geraldesdasilva.com

Segunda-feira, Junho 4

Exposição de Pintura Luso-Brasileira com Carlos Inácio e Erisson «Uma Expressão Viva do Grito Vital do Ser Humano»





Se o “fim oficial” da Idade Média termina com o século XV (1492 ?), de facto ela prolonga-se pelo século XVIII e XIX. Do ponto de vista da economia, da vida social, da política e quiçá da arte, nada de fundamental mudou até ao período contemporâneo.
Se do ponto de vista económico tudo continua a epicentrar-se na agricultura, do ponto de vista social mantém-se um sistema hierárquico em que a nobreza ocupa o topo da pirâmide. No que diz respeito à ordem política continua a vigorar o sistema teocrático das monarquias. É certo que a arte e a cultura dos séculos XV e XVI assistiram a mudanças profundas mas de todo radicais.
No essencial a arte e a cultura moderna são uma cópia fiel ou idealizada da observação da natureza. O re/nascimento humanista e naturalista, a invenção da imprensa escrita, os descobrimentos de novos mundos, a cisão religiosa da cristandade (reforma / contra-reforma) se bem que muito importantes, será que são factores suficientemente relevantes para redefinir um novo período? No dizer do historiador medievalista já octogenário Jacques Le Goff, o fenómeno verdadeiramente determinante e que emerge no século XVIII, fruto da Revolução Industrial (Inglaterra) e da revolução político-ideológico-filosófica (Revolução Francesa) é a ascensão do ateísmo e o crescimento de indiferença relativamente à religião.
Após a Revolução Francesa a palavra Arte adquire um significado diferente. A história da arte que até aqui era a história dos mestres de maior êxito e mais bem pagos, de que hoje nem os principais nomes conhecemos, passou a ser a história de um punhado de homens solitários, marginais, que tiveram a coragem e a persistência de questionar os academismos e formalismos de que era prisioneira. A nova arte é uma anti-arte, um protesto contra as convenções do passado e um manifesto sempre, sempre renovado da tradição do novo. Como predizia Nietzsche (1844 – 1900) na introdução ao O Anti-Cristo impunha-se uma nova visão do mundo: “ouvidos novos para música nova; olhos novos para ver o que está mais longe; uma consciência nova para verdades mudas até agora, e a vontade para a economia do grande estilo (…) a liberdade absoluta com respeito a si.”
Se toda a obra de arte é uma resposta a um problema, qual a questão, qual o problema com que os movimentos de vanguarda se debatiam? A arte ocidental nos fins do século XIX está perante um impasse, um problema. Qual? Como chegar a uma verdade mais profunda, mais simples, mais verdadeira, mais genuína, mais pura se todos os movimentos e tendências artísticas de momento tinham o mesmo denominador comum: rejeitara a arte como imitação ou aparência da natureza?
O movimento de vanguarda iniciado nos fins do século XIX e inícios do século XX a que impropriamente chamam de “arte moderna” caracteriza-se essencialmente por um processo radical de des/construção da cultura europeia e ocidental com todo o potencial de des/estruturação das nossas sociedades. Na base da revolta irracionalista contra a razão ocidental, está no dizer premonitório de Nietzsche o racionalismo dogmático da cultura europeia. Dionísio opõe-se naturalmente a Apolo, a cor ao desenho, o escravo ao senhor, tal como o irracional ao racional.
Muitas são as formas que esta revolta reveste. O movimento expressionista que encontrou solo fértil na Alemanha, é sem qualquer dúvida uma das mais significativas. Partindo do pressuposto de que a insistência da arte europeia na harmonia, beleza e polimento nascera da recusa em ser sincero, os expressionistas defendiam abertamente a necessidade de enfrentar os factos nus e crus da existência humana expressando através de sentimentos fortes a sua compaixão pelos deserdados da sorte, pela fealdade da vida real. Como dizia Nietzche “cumpre ser íntegro até à dureza nas coisas do espírito para poder suportar a minha seriedade e a minha paixão.” (…)
O importante da arte não era já a imitação da natureza, a precisão do desenho, a beleza natural ou ideal, mas a força e a expressão pura de sentimentos pela escolha de linhas, cores e movimentos, só aparentemente desgraciosos e desarmoniosos, o retorno à pureza da arte primordial e autêntica, o reencontro com a simplicidade e espontaneidade auto-expressiva da arte infantil e primitiva. O seu compromisso com o lado negro da vida foi tal que se tornou quase um ponto de honra dos expressionistas pintar feio, evitando qualquer detalhe de sugestões de beleza formal.
A exposição luso-brasileira patente na Galeria Geraldes da Silva – Porto, de 2 a 22 de Junho de 2007, dos pintores Erisson (Natal – Brasil) e de Carlos Inácio (Porto) são a expressão viva do grito vital do ser humano. A força expressiva das suas obras é evidente. Se o Erisson se afirma mais na vertente de um expressionismo gestual de linhas, movimentos e formas livres e espontâneas quase infantis, a pintura a óleo de Carlos Inácio é um exemplo vivo de um expressionismo existencialista. Se um transborda numa espontaneidade quase surrealista, o outro dilacera-se até à exaustão no toque e retoque de linhas, formas e cores. Duas formas diferentes de atingir o mesmo objectivo.

Porto, 11 de Maio de 2007
Abílio Afonso Ferreira
Prof. de Estética


Segunda-feira, Maio 14

«Retrospectiva» de Paulo Nascimento. Exposição de Pintura e Escultura

O Polvo

Landscape

Enfim só


Coelhinha

Caverna


Corrente Eléctrica (Faísca)



Espaço na Arquitectura
“Please … don’t look back”!
A propósito de 20 anos da pintura de Paulo Nascimento

A pintura de Paulo Nascimento tem uma memória e um nome: pintura abstracta ou não-figurativa. Normalmente, de pintura abstracta todos nós, e hoje mais do que nunca, tomamos como dado adquirido que também nós a conseguimos fazer, porque ela é mais fácil, que também nós a percebemos, porque ela é aquilo que nós quisermos, que também nós a podemos banalizar. Mas afinal o que foi a pintura abstracta ou não-figurativa?!
A pintura ocidental conheceu com a invenção da perspectiva linear, durante o período do renascimento italiano, uma revolução civilizacional que se resume numa possibilidade inédita de um Homem moderno dominar em absoluto a representação do espaço em pintura. Muito mais tarde, durante o nosso periférico sec.XIX, o advento tecnológico que revolucionou o mundo da imagem, foi a descoberta da fotografia que criou a possibilidade inédita, de um Homem moderno dominar o tempo na representação espacial. Mas se a fotografia é por natureza tautológica e foi nas suas origens curiosamente uma arte menor à qual exclusivamente os ricos se dedicavam, a pintura, a partir da invenção e evolução da máquina fotográfica, nunca mais voltou a ser o que era e a poder ser igual a si mesma, para sempre. Era ela, a fotografia, que conseguia retratar o Homem contemporâneo do sec.XIX e não a pintura. Somente ela tinha esse poder em ser tempo e o tempo do devir de um Homem em crise. O que a pintura fez, foi uma “impressão ao pôr-do-sol”, nascendo o Impressionismo na sua história, fascinado com o efeito da luz e do tempo na representação em pintura. A história da pintura Moderna, tinha acabado de lançar o seu primeiro dado. Ela iria ser a história de uma pintura em primeiro lugar, em persistente afirmação de uma identidade autónoma e singular para a pintura, a história de uma consecutiva afirmação do seu meio que não mais queria imitar, iludir ou encantar, que queria ser pura e concreta. O outro passo imprescindível a considerar, é a ruptura conceptual, exclusivamente pictórica, que o Cubismo efectuou na alvorada do séc. XX em Paris. Tal como a perspectiva linear, o Cubismo transformou a pintura num processo de conhecimento da realidade visível, mas pretendeu substitui-la por uma meta- perspectiva pictórica do mundo. Tal como a fotografia, o Cubismo pretendeu ser tempo na pintura mas não conseguiu ser cinema. Da construção de um espaço total cubista na representação pictórica, Braque e Picasso aperceberam-se que o feitiço se tinha virado contra o feiticeiro. Aquilo que originalmente se baseava numa super proposta de olhar para realidade do mundo, transformara-se numa proposta intransitiva de apresentar a realidade do mundo. Os outros não a percebiam, não reconheciam a realidade visível dessa pintura, achavam-na abstracta. Conscientes desse desfasamento entre objecto do mundo real e visão cubista do mundo real, o Cubismo adoptou uma estratégia de reaproximação do real, com a utilização do objecto ou do pastiche do objecto nas suas composições. Entrávamos agora naquele que viria a ser o último período do Cubismo, o Sintético, tendo-se acabado de inventar uma nova técnica para a pintura ocidental, a colagem. Por intermédio do quadro objecto, até o espectador mais preguiçoso e refractário, tinha oportunidade de ver o motivo no ecrã cubista. Mas precisamente onde o cubismo de Braque, Picasso e Juan-Gris parou, outros daí começaram. Não só Delaunay, Léger, Gleizes e Metzinger, mas essencialmente noutras latitudes, mais a norte e a leste de Paris, onde indubitavelmente a abstracção em pintura veio a confirmar-se. A influência do Cubismo no desenvolvimento da pintura de Mondrian (Piet) foi claramente assumida pelo próprio enquanto processo metódico para a evolução do seu trabalho. Para o caso Russo, Malevitch (Kazimir) tornou-se mais referencial e eclética, como o seu período cubo – futurista nos convida a ensaiar, o salto niilista da superação da própria pintura, de um quadrado preto sobre fundo branco. Por fim, para o outro Russo embora mais europeu, Kandinsky (Wassily), o Cubismo e as suas consequências não passaram de uma justificação que legitimou artisticamente uma prospecção individual da abstracção em pintura, principalmente iniciada pelo Expressionismo alemão, a arte popular russa e pela inspiração da música. Todos eles, cada um pelo seu próprio caminho, chegaram ao “novo continente” e nele descobriram, cada um pelo seu próprio meio, coisas distintas. Mondrian, uma ética teosófica pela prática programada da pintura; Malevitch, a utopia de um Homem novo, no qual a sua Rússia acreditava; Kandinsky, uma necessidade interior, e um futuro para a pintura. Entretanto, o modernismo enveredava por outros caminhos e para alguns a forma abstracta na pintura tinha morrido ou teria que ser convertida em utilidade: em design ou arquitectura. O movimento de vanguarda Holandês, De Stijl, propunha a dissolução do seu estilo pictórico no espaço real, a pintura desprendia-se do seu suporte histórico e passava a ser o mundo concreto e o quotidiano em que se vivia: uma cadeira, uma sala, uma casa, uma cidade. A arte pela arte, jamais faria sentido numa Rússia empenhada numa revolução socialista, que foi numa primeira fase com o Construtivismo uma revolução ao serviço da arte. Tratava-se de uma arte que fosse sempre até na sua expressão mais simples, uma obra que comunicasse uma ideia simbólica de monumento, que fosse sempre, criação da célebre fórmula construtivista: utilitarismo + representatividade. Na escola da Bauhaus (casa da construção), a pintura concreta, abstracta ou figurativa mais não era que uma entre as outras artes, que concorria para uma síntese das artes no seu projecto social democrata para a indústria produzir objectos de qualidade, com conforto, funcionalidade e rigor estético. Marcel Duchamp, despedia-se da pintura por a considerar demasiado retiniana. Ora já a pintura durante o início da primeira metade do séc.XX fora renegada a uma condição de inutilidade social, de futilidade burguesa ou superficialidade artística quando, e ainda por cima, a chaga Dada nos vociferava que estava tudo errado, não só a pintura de vanguarda, mas todo o destino da cultura ocidental, o seu Homem e a sua arte. E eles tinham razão, porque vinte anos passados a Europa produziu uma das maiores tragédias da história da Humanidade, a segunda guerra mundial. Doravante, nada seria como antes. No mesmo ano em que a segunda grande guerra termina na Europa, 1944, morreram Kandinsky e Mondrian nas cidades onde escolheram viver em exílios forçados, o primeiro em Paris e o segundo em Nova Iorque. Estas duas cidades estão na origem do eixo transatlântico da arte moderna. Malevitch, provavelmente o primeiro pessimista entre os três, já tinha sido sepultado numa campa que ele próprio projectou adornada por uma réplica de um quadrado preto sobre fundo branco (com o seu próprio moderno ícone russo). Mas o que morreu com estes homens, não foi só a grande guerra que acabou, com eles também morreu uma determinada utopia e com eles também morreu um Homem universal, pleno de responsabilidade das suas faculdades racionais, da sua técnica, da sua ordem intuitiva e da crença de um progresso generalizado por todos. Morreu também, então uma ideia de destino da humanidade, que perante uma outra condição e um outro meio, teria que ser agora reinventado com sensatez. Todo o mito premonitório de um Homem novo e de um mundo novo, com o qual a abstracção em pintura se tinha condensado até então, anunciando-a como uma nova imagem do mundo: implodiu! Onde estava o Homem que estes pintores visionários, nos davam a ver através da sua pintura durante o terror do holocausto (?), no rescaldo da bomba sobre o Japão (?), na contagem de um rol interminável de vitimas de um conflito que tinha dilacerado uma Europa (?), que se redescobria em destruição e culpa, que se revia numa paisagem de cinzas, ruínas e odores petrificados. Não foi Deus que se esqueceu do Homem durante este período, foi sim, o Homem que se esqueceu da poesia. E a poesia foi a saída que um grupo de pintores que trabalhavam em NY na pós-guerra, alcunhados como “The Irascibles”(os irascíveis), escolheu para enfrentar aquilo e somente aquilo que sobrou, o drama. O eco de “o grito” de Munch, tornara-se ensurdecedor quarenta anos mais tarde e fazia ranger agora todo e qualquer ângulo recto que o modernismo em pintura tivesse criado e nele depositado, como depositou, a sua utopia. A abstracção em pintura na pós-guerra teria que ser uma pintura trágica. No lugar de uma pintura que nos tinha apresentado a utopia, apareceu uma pintura do corpo em acção. O invisível deu lugar ao incognoscível, a razão deu lugar à fatalidade. O movimento da história da pintura moderna, que se conhece universalmente por Informalismo é o seu principal representante de vanguarda neste período compreendido entre a pós-guerra e a década de sessenta. A pintura Informal não impõe nem uma forma, nem um conteúdo inteligíveis, unívocos ou indeléveis (in-forme) porque o Homem dessa pintura era um Homem angustiado, irracional, desesperadamente romântico. A estética da imanência desta pintura é resumidamente uma estética de uma beleza fatal, de uma relação física com a escala do quadro, da sensação pelo campo da cor e da forma acidental e/ou desfigurada. Não radicaliza a pintura através de uma visão ideal e utópica, mas radicaliza-a através da dimensão do campo visual do espaço pictórico, intimidativamente grande, tal como o medo que a experiência do sublime provoca. Esta pintura tem três tendências fundamentais: a pintura sígnica, a gestual e a matérica. Conhecem-se práticas simultâneas destes três tipos ou práticas isoladas de cada uma delas. Nos Estados Unidos da América uma das costas, a oeste, virava-se para o Japão e a outra para a Europa. Ambas contribuíram na afirmação do modelo liberal, de um individualismo Norte-americano vitorioso, no desfecho da segunda guerra mundial. Os Estados Unidos da América, tinham pela primeira vez na sua história, oportunidade para se afirmarem como uma potência cultural, num mundo bipolarizado pelo conflito da guerra-fria. E conseguiram, de ali passaram a vir novos artistas mitos para a história da arte contemporânea: Jackson Pollock, o anjo negro do dripping (da pintura aérea), Andy Warhol, o dandy pós-moderno. Nova Iorque tinha socorrido a maioria dos artistas modernos europeus e devido a esse contexto sócio-cultural, estava prestes a se afirmar como o maior actual centro artístico do mundo. Entre muitos deles, encontrava-se André Breton e o Surrealismo sobrevivente. Para a escola de NY (do expressionismo abstracto), ele contribuiu com a sua ideia de super homem surrealista e com a sua estratégia estética de automatismo psíquico, por outro lado a abstracção lírica e gestual de Kandinsky é adoptada como a linguagem de toda uma nova geração de pintores abstractos, postumamente divulgada em NY por um pintor alemão, chamado Hans Hofmann. Durante toda a década de cinquenta, a imagem da abstracção em pintura de vanguarda, nas culturas ocidentais ou em via de ocidentalização, como no caso do Japão, era a deste género e esta é a principal referência artística para a pintura de Paulo Nascimento que nos é apresentada nesta exposição (o seu modelo é mais norte americano, do que europeu (Tachisme)).Como podem reparar, ela respeita a inscrição sígnica, a empatia psíco-físico do gesto libertário, donde se poderá configurar uma forma em aberto ou uma desfiguração selvagem também experimentada na escultura de talhe directo na madeira (movimento Cobra, Copenhaga, Bruxelas, Amesterdam) assim como o devir e expansão da matéria, sugerindo que o quadro tem vida própria como se de uma pintura involuntária se tratasse. Mas ela também, utiliza meios mecânicos de prática pictórica, o que nos remete para outros pintores Norte americanos contemporâneos da escola de NY, que se insurgiram contra esta corrente dominante como Robert Rauschenberg e Jasper Johns. O primeiro é responsável por um dos momentos críticos da historia da arte moderna, ao eliminar com uma borracha um desenho original de Willem de Kooning “Apagado de um Kooning” (1953); o outro substitui esta pintura heróica do expressionismo-abstracto por uma pintura da imagem de três bandeiras Norte Americanas sobrepostas em alto relevo. Dentro em breve um outro espectador passou a ser convocado por uma outra pintura produzida pela “popular art”: o espectador romântico foi substituído pelo espectador social. Quais são as condições de existência de um espectador contemporâneo para olhar a pintura de Paulo Nascimento hoje, aqui e agora? Em que medida é que o nosso olhar está saturado de imagens?? Somos nós máquinas desejantes??? Jackson Pollock (1912) em 11 de Agosto de 1956 enquanto conduzia o seu carro, despistou-se e embateu violentamente contra uma árvore, teve uma morte imediata. Na verdade, morreu como pintava: all over.
Pedro Cachapuz Porto, Maio de 2007

Sexta-feira, Março 30

Exposição de Pintura Individual - Eunice Maia - «Trajectos no Infinito»













Quarta-feira, Março 7

Exposição de Pintura / Escultura & Fotografia - Institucion Feral de Monzón - Arteria 2007


Sexta-feira, Março 2

Institucion Ferial de Monzón apresenta «Itinerancia Arteria 2007» de 03 a 31 de Março de 2007


Y mirando atrás vemos las tres ediciones de Arteria, las noches bohemias en la nave metálica, los certámenes de Arte Joven, los concursos escolares para los más pequeños, las esculturas del simposium que engrandecen nuestra ciudad, las exposiciones en Madrid, Agrigento, Caltanissetta…
Los lugares recorridos son diferentes a los que nos quedan por conocer pero poco a poco tenemos el orgullo de compartir la aventura con amigos, que hicimos tras un cuadro colgado en la primera Arteria, y nos ayudaron a formar un equipo, un grupo , un proyecto basado en la ilusión por comunicar y descubrir.
En Oporto cambiaremos los nombres de nuestros anfitriones, ahora se llamarán Joao, Dao, Abilio, Paulo, Balsa… pero seguro que reconoceremos en ellos a otros que antes nos han ayudado en el camino.
Cada vez somos más y cada vez tenemos mas ganas de colgar en paredes de otros países a modo de tarjeta de visita, luego queremos conocer la cultura, la música, la gastronomía, las costumbres de nuestros anfitriones.
Cuando no se han apagado en nuestras retinas los neones del S. Francesco de Asís, el colorido mercado de Caltanissetta, la Grecia que atesora Agrigento, el atardecer en el castillo de Delia, los sensuales valles de la Sicilia interior camino de Palermo, el dios Etna enmarcado por el Teatro de Taormina …hacemos el equipaje, cada vez más ligero, para encontrarnos en la desembocadura del Rio Douro con las luces de las bodegas de Gaia, con la Tour Eiffel convertida en Ponte de D.Luis, con un café tomado en el Majestic dejando atrás el mercado de Bolhao, con unas excelentes «tripas» o «francesinhas», preparadas por ejemplo en el Kinay, con los azulejos de S.Ildefonso, con la melancolía de la música en el Rívoli o con la última conversación en el Guarani escuchando los ritmos del Fado. Luego en Arteria, abriremos las puertas de nuestro Aragón querido a todos aquellos que nos han acogido en anteriores etapas, tendremos amigos de París, sur de Francia, norte de Italia, Sicilia, Portugal y artistas de Brasil, Argentina, Cuba, Ecuador…
Y el camino sigue, y quien sabe, quizás en el año 2008 podamos reunirnos en una fiesta del Arte, en una exposición universal.


Gorgonio Sanjuán Castán
Director-Gerente de la Institución Ferial


ARTISTAS:
Africa Navarro / Alberto Ros / Alejandro Cortés / Ana Isabel Acosta Velasquez / Ana Muñoz / Ana Rincón / Angela Ibáñez / Angela Julve Givanel / Arantxa Urdániz / Begoña Maza / Begoña Sopena / Carla Justine / Carmen Giménez Tovar / Carmen Mainar / Coral Torrents / Divina Sabaté / Dori Serrano Otal / Emilia López Gimeno / Eugenio Pozo de los Santos / Fermín de Bedoya / Fernando Llorente Artigas / Francisco J. Marco / Isabel Díaz / Isabel Falcón / Isabel Miñana Serrano / Javier Urdániz / Jorge Freire / José Enrique González / José Luis Luna Lázaro / Julia Reig / Julio Cobo Puente / Katy Rocasolano Loriente / Leo Tena / Lola Catalá / Mª Angeles Alejaldre Casado / Mª Carmen Casas Gracia / Mª José Jiménez Usán / Mª Pilar de Miguel / Mª Rosa Gracia Gaudes / Mamen Domínguez González / Manuel Molano / María Jesús Benedicto Gil / Mariela G. Vives / Mario Bastor López / Miguel Angel Oliete / Miguel Sanza Pilas / Pablo Sampedro / Pedro de Miguel / Pepa Herrera / Teresa Chillida Higuera / Vicente Latorre


Rua Santo Ildefonso, 225/229 – Porto
Tel: 223 403 906 / E-mail:
geraldesdasilva@net.novis.pt
Horário: 2ª-feira a Sábado das 10h às 13h e das 14h30 às 19h

Quarta-feira, Fevereiro 7

Exposição Colectiva de Arte Espanhola - "Emblemáticos" de 03 a 28 de Fevereiro de 2007



Rés-de-chão

Rés-de-chão 1º Piso

E-mail. geraldesdasilva@net.novis.pt
Visite : RedeCultural - www.redecultural.net

Quarta-feira, Janeiro 10

Exposição de Pintura / Escultura / Fotografia de 08 a 30 de Janeiro de 2007

R/ch - HENRIQUE NUNO - "O (h)umor e a arte"



1º Piso - GERALDES DA SILVA - "Em tons de azul"



2º Piso - Vários artistas -
- Rui de Barros
- Camarro
- Ladislav Struhár
- Algis Griskevicius
- António Conceição
- Erisson
- Carel
- Celeste Pinheiro
- Armanda Afonso
-Florentina Resende










Quarta-feira, Dezembro 13

Pintura ao Vivo

Os artistas brasileiros, Totonho e Bida e a artista portuguesa, Geraldes da Silva farão Pinturas ao Vivo na Galeria Geraldes da Silva - Porto. Venha vê-los de Sexta-feira a Domingo até ao final do mês de Dezembro.



Semeando Sonhos / Re/criando Realidades

A pintura etno-antropológica de Raimundo Bida

No dizer do antropólogo Marc Auge, o mundo contemporâneo vive sobre o efeito cruzado de três transformações profundas, cuja modalidade essencial é o excesso: excesso de tempo (superabundância de acontecimentos), excesso de espaço (superabundância de espaço) e excesso de individualização (individualidades de referência). Com a voracidade e banalização dos acontecimentos gerados pela “aceleração” da história, acompanhado pelo estreitamento do mundo e pela multiplicação dos “não-lugares”, se por um lado é possível pela primeira vez na historia da humanidade pensar a unidade global, por outro lado também se criaram as condições reais e à escala mundial dos recrudescimentos dos particularismos étnico-antropológicos.
A problemática centro/periferia, global/local é de grande actualidade. A globalização ou mundialização é hoje um facto imutável em expansão contínua. É o novo nome do devir histórico da humanidade. Vivemos uma época de profunda mutação. Sente-se, que o período actual é de transição, até de crise naquilo que ele significa de risco e oportunidades.
Há quem hoje pense e diga alto e bom som que é preciso distinguir entre mundialização (um facto) e globalização (um discurso). Se a mundialização é interacção, multilateralismo, partilha de pertenças. A globalização é um discurso e instrumento de dominação e hegemonização. Ao universalismo, homogeneização unidimensional dos saberes e fazeres, ao império do “fast food”, os múltiplos movimentos de antiglobalização contrapõem a força viva das especificidades nacionais, regionais e locais. Depois do impessoalismo do comunismo, há sinais claros de oposição e rejeição à impessoalização do mercado e à homogeneização unidimensional, causadas pelo assalto técnico-industrial que ostensivamente ignora as especificidades, as diferenças que dão vida e sentido à realidade.
Paradoxalmente, o mundo hoje é cada vez mais uno e diverso. No momento em que a economia se mundializa e o Estado se internacionaliza, a sociedade diversifica-se, pulveriza-se, individualiza-se. Ganha uma paleta diversificada de cores. O novo centro do mundo é um centro feito de mil centros. No dizer do sociólogo Alain Touraine, “o mundo é cada vez mais um mundo de multi-pertenças”. Vivemos uma época de profundas mutações, de cruzamentos de culturas, de múltiplos saberes que resistem à tentativa hegemónica do unilateralismo e imperialismo americano. Os EUA são a nova Roma dos nossos dias.
A globalização apresenta-se-nos hoje, de forma particularmente intensa, ora como uma fatalidade – a da sujeição às orientações hegemónicas emanadas dos centros da decisão económica e política internacional – ora como uma utopia – a da aposta na procura de alternativas de cariz contra-hegemónico e emancipatório. No mundo globalizado do século XXI, é preciso pensar e actuar a partir da compreensão das autênticas tensões que o atravessam – isto é da diversidade e riqueza cultural dos povos, da complexidade das suas relações e da heterogeneidade das suas expectativas - , e não das ilusões de uma idílica aldeia global, sobretudo quando estas são construídas na base de uma suposta mas falsa uniformidade dos cidadãos à escala global.
Como diz Edgar Morin “A vitória será daqueles que souberem fazer a síntese entre a identidade cultural e a cidadania planetária.”
No continente americano, tal como na Europa e no mundo, confrontamo-nos com dois modelos de globalização: o modelo americano que aqui tem o nome de ALCA – um poderoso instrumento de pura e simples anexação das economias e culturas americanas pelo império dos EUA, e o modelo alternativo liderado pelo Brasil – o MERCOSUL. Com a consolidação e alargamento progressivo do Mercosul, que tem na Europa o seu modelo inspirador, o Brasil parece destinado a assumir a liderança moral de uma nova América Latina no novo contexto de um mundo global.
Quem conhece Raimundo Santos Bida, como eu o conheço, pois já comi muita sopa com ele, sabe com é um cidadão altamente comprometido com o seu povo, com a sua terra, com as suas raízes, com as suas ideias. Como artista plástico e como cantor, compositor e músico é um artista profundamente “engagé”. A sua obra multifacetada, não é obra de pura diversão, de mero devaneio, de arte pela arte. É tudo menos uma arte descomprometida. É um artista de intervenção, de profundos compromissos. Quando pinta ou quando canta, fá-lo com a mesma convicção e vigor com que fala sobre os assuntos mais banais. O Bida, tal como a região do Nordeste brasileiro, é uma terra de cores claras, límpidas, transparentes. O seu modo de estar na vida, tal como na pintura é de uma beleza cristalina, contagiante. Na simplicidade da linguagem formal e da brancura das cores, assim como no recurso genuíno à temática etno-antropológica, o artista nordestino e baiano regressando de uma forma singela à pureza originária das memórias de um passado ainda presente, projecta-se vigorosamente no futuro, pintando e cantando vibrantemente o quotidiano das gentes rurais da Baía, retratando as actividades agrícolas, as brincadeiras e o festejos. As suas telas profundamente coloridas, no dizer feliz de Diana Salvado, têm uma marca inconfundível: os pés descalços e grandes dos seus personagens, simbolizando as suas origens humildes e a sua ligação à terra “são uma homenagem à simplicidade das gentes do campo de poucos recursos”. Fazendo nossas as palavras de Diana Salvado, “As teias do capitalismo (que) já penetraram em quase todos os sistemas e territórios, dificilmente invadirão as telas do Raimundo.”

Semeando Sonhos / Re/criando Realidades

A eco-pintura de Totonho

Ao longo da minha vida ainda não me foi dada a possibilidade de experienciar olhos nos olhos, a beleza sublime da mãe natureza na sua exuberância tropical. Deve ser uma experiência inolvidável. Em contacto com a pintura transbordante de António Araújo Pereira (Totonho) também dificilmente ficamos indiferentes. Um regalo para os olhos, um motivo de preocupação para a mente. Se por um lado se nos revela como um hino e um cântico de louvor às origens matriciais da natureza mãe, por outro lado impõe-se-nos como um pungente grito de alerta face ao desvario, loucura e irracionalidade humana. As suas telas são um exemplo vivo da beleza das matas virgens assim como da deprimente devastação da mata atlântica.
Vivemos num tempo marcado pela destruição acelerada dos ecossistemas e da biodiversidade. A exploração irracional dos recursos naturais, principalmente os mais escassos ou frágeis pode levar à sua degradação ou mesmo ao seu esgotamento, com consequências imprevisíveis. Há quem apelide e bem, esta nova realidade de desequilíbrio crescente gerador de recorrentes irracionalidades, de terrorismo ecológico-ambiental. A natureza que outrora a ciência clássica identificava como uma estrutura de equilíbrio, de ordem, é hoje vista como um sistema dinâmico, aberto, instável e imprevisível. O “efeito borboleta” é o modelo inteligível da nova ciência do “caos determinista”. Nesta fase de transição paradigmática de desequilíbrios acrescidos, não podemos deixar de nos questionar. Precisamos de repensar o mundo, aprendendo a olhar a biodiversidade como subtil harmonia das parte do todo, respeitando o universo tal como ele é: uni/verso, unidade na diversidade. Os recursos naturais, sendo uma componente essencial à actividade económica, são hoje mais do que nunca factores de capital importância e de profundo significado político e humano. No dizer do sociólogo Boaventura de Sousa Santos, “a única utopia realista é a utopia ecológica e democrática”, a utopia do eco-desenvolvimento, do desenvolvimento sustentado.
Ao questionar-se a ruptura homem/natureza estão criadas as condições de superação da desumanização da natureza e a consequente desnaturalização do homem. Com a emergência da ecologia, a humanidade está vivendo uma verdadeira revolução coperniciana mas agora de sentido contrário. As grandes questões com que hoje nos debatemos recentram-se e ganham sentido ora polarizando-se por um lado em torno do homem e dos seus valores essenciais, ora por outro lado em defesa da natureza na sua visão global.
Tudo isto só foi possível graças ao desafio ecológico levado a cabo por artistas (eco-arte), filósofos (eco-filosofia), políticos (eco-política) e muitos, muitos cientistas de especialidades várias (eco-ciência). Fhilippe Descola, discípulo do antropólogo Claude Lévy-Strauss nomeia este novo olhar de Antropologia da Natureza. O homem não é um ser singular, uma espécie à parte da natureza, dissociado do vasto contexto em que está mergulhado. Como disse Edgar Morin, esse olhar é um paradigma perdido. Passado. Com a nova visão ecológica, o homem deixou de olhar só para si próprio e passou a ocupar-se também dos problemas da natureza ou melhor da inter-relação homem-natureza. Como nos diz o filósofo contemporâneo Alan Watts (1915 – 1973) “o nosso verdadeiro corpo não é só aquilo que está dentro da pele”. Tudo são relações, e nenhum limite é mais do que uma convenção. Como posso eu dizer quem sou, omitindo tudo o resto à minha volta?
Como é fácil de ver, Totonho é um ecologista militante. É um amante e admirador da natureza. A pintura luxuriante de Totonho insere-se neste grande movimento de renascimento da filosofia da natureza fortemente marcada por uma nova ética, uma ética ecológica à maneira de S. Francisco de Assis (1182 – 1226), na transição da Idade Média para o Renascimento.

Segunda-feira, Novembro 27

Totonho: Semeando Sonhos - Bida: Re/criando Realidades

Exposição de 02 a 31 de Dezembro de 2006

Rua Sto Ildefonso, 225/229 Porto.
Telefone: 22.3403906
Email: geraldesdasilva@net.novis.pt


Horário: Das 10H00 às 13H00 e das 14H30 às 19H00 (Seg a Sáb)


António de Araújo Pereira, mais conhecido como Totonho, nasceu em 1958, na Bahia, Brasil. Ele enveredou pelo caminho das artes ainda criança e realizou sua primeira exposição em 1973, no Bar Rouxinol em Capoeiruçu, vila onde passou parte de sua adolescência. Em1974 foi morar em Salvador, capital do estado da Bahia, e iniciou sua carreira artística participando de exposições coletivas.
Em 1982 Totonho conhece o artista plástico Gil Abelha. Este encontro significou o começo de um grande movimento artístico, cultural e social no Pelourinho. Juntos com outros artistas, fundaram a Associação dos Artistas Populares do Centro Histórico de Salvador.
Artista de formação autodidata, Totonho é um ecologista por convicção e sua obra reflete toda sua sintonia e sensibilidade com a natureza. Suas telas revelam-se meticulosas, mostrando simultaneamente a beleza das matas virgens e a deprimente devastação do planeta.
Totonho é muito mais que um típico artista naïf brasileiro, já que a sua técnica vai de par com motivos nem sempre tradicionais que o têm levado desde há muito para além das fronteiras. Assim, no seu currículo constam participações em vários salões, workshops e exposições em diferentes países como Brasil, Portugal, França, Espanha, Inglaterra, Bélgica, Suíça, Alemanha, Holanda, Canadá e os Estados Unidos.

Raimundo Santos Bida, nascido em 1971 em Nazaré das Farinhas – Bahia, começou a desenvolver seus dons artísticos ainda na infância. Com 10 anos pintou o seu primeiro quadro. Atraído pelas artes plásticas, abandonou o curso de desenho arquitectónico para assumir-se como pintor.
Através do artista plástico Gil Abelha, integra o movimento artístico do Centro Histórico de Salvador (Pelourinho), conhecendo vários artistas, tais como Totonho, Calixto Sales, Walba, Luis Lourenço, Edmundo Simas e o Marchand Evaldo Oliveira. Nesse mesmo ano filia-se na Associação de Artistas Populares do Centro Histórico de Salvador (AAPCHS), participando durante uma gestão do quadro directório. Em 1998 faz a sua primeira exposição colectiva, iniciando assim uma trajectória de várias exposições nacionais e internacionais. A temática da sua pintura é variada configurando-se dentro de muitas paisagens e personagens regionais do nordeste Brasileiro num contexto sócio-político e cultural muito específico. Alem de exercer a actividade de artista plástico, actua também como cantor, compositor e músico.

Segunda-feira, Novembro 13

Mostra Internacional de Arte























de 10 a 30 de Novembro de 2006

Horário:
Das 10H00 às 13H00 e das 14H30 às 19H00 (Seg a Sáb)

Rua Sto Ildefonso, 225/229 Porto. ) 22.3403906
Email: geraldesdasilva@net.novis.pt
Blog : http://galeriageraldes.blogspot.com/

Sexta-feira, Outubro 27

Exposição Colectiva de Arte Espanhola - "Tempus Fugit"

Javier Sanchez


Kishor

Maria Jesus Soler

Amparo Boluda

Chi-Chang

Carolina Coronado

Anka Moldoban

Segunda-feira, Outubro 16

Exposição Hispânica de Pintura e Escultura


“TEMPUS FUGIT”
Joaquin Balsa
Enriqueta Hueso (www.enriquetahueso.com)
João Alexandre
Chi-Chang
Anka Moldovan (www.ankamoldovan.com)
Javier Sánchez (www.jotasanchez.com)
Kishor (www.sanchezkishor.com)
Amparo Boluda
Carolina Coronado
Maria Jesus Soler
13 de Outubro a 04 Novembro de 2006
Horário:
Das 10H00 às 13H00 e das 14H30 às 19H00 (Seg a Sáb)

Rua Sto Ildefonso, 225/229 Porto. ) 22.3403906
Email: geraldesdasilva@net.novis.pt
Blog : http://galeriageraldes.blogspot.com/

Sexta-feira, Setembro 22

Exposição de Fotografia - Algis Griskevicius - Patente até ao dia 15 de Outubro de 2006



Biography

1980–1985 studied at the Vilnius Institute of Fine Arts. He has participated in exhibitions since 1986. The artist has arranged 30 personal exhibitions in Lithuania and abroad during this period. Besides painting he has worked in the fields of poster art, book illustration, set design, sculpture and photography. His works have been acquired by Lithuanian Art Museum, Vilnius, Lithuania M.K. Èiurlionis National Museum of Art, Kaunas, Lithuania Ethnographic Museum of Alytus, Lithuania Lithuanian Theatre, Music and Cinema Museum, Vilnius, Lithuania Tretyakov Art Gallery, Moscow, Russia Museum of Fine Arts, Yekaterinburg, Russia The Jane Voorhees Zimmerli Art Museum (Dodge collection), New Jersey, USA art collectors in various countries.


Crítica sobre o seu trabalho:
Algis Griskevicius is best known as a painter who occasionally also creates sculptures. However, photography has always been present in his paintings too. Not just because photos look faithful to reality (although the imitative nature of his paintings is only a disguise), not just because they often give an impression of accidental snapshots, but mainly because the artist likes using photography as a way of sketching as well as of memorising impressions, which he has been doing since 1980. What is painted has been photographed in the first place. But photography is handy not only as a tool to enhance memory. It has become instrumental in the artist’s relationship with reality. The content of his photographs is not social. You will not learn anything about the hard lives of the poor, or find an answer to the riddle of the meaning of life. It is not erotic, although the pictures teem with naked bodies, or political. Neither is it documentary (what is pictured is not reality) or intended to impress. In fact, these photographs are just short ironic stories. As a photographer, Griskevicius is a director. With the exception of a few 'domestic' observations, everything is a performance... Agne Narusyte 'Life is Theatre' (Lithuania in the World, 2004, No.1)

Quinta-feira, Junho 29


Colectiva de alunos da Escola Superior de Belas Artes
de 3 a 31 Julho

Sexta-feira, Maio 19

Exposições_ Junho_06

Colectiva de pintura de alunos da Escola Superior de Belas Artes do Porto _ 01 a 15 Junho
Colectiva dos alunos do atelier de desenho e pintura da galeria-atelier Geraldes da Silva _ 17 a 30 Junho
"Versatilidades"
José da Silva
Exposição de Pintura

de 01 a 31 de Maio de 2006
“Eu”
Sou razão, angústia de um novo dia, sou “raiz” agarrado em alma e ser à seiva viva e activa, ao quadro próprio por inventar, à obra que “não está feita”.
Procuro-me na realidade/presente, no princípio da matéria/cor, no sentido da luz/vida. E agora o “encontro marcado”…
Arte/criação é querer, é ferida que não sara, é realidade, é “trair” em início, mas não parar, é aventura constante, é mistério, é sempre hora, é (re)começar.
Com Esquinas-Vivas sofri; em Metamorfoses “Gea” pensei; sonhei de novo “respirei/vivi”, mas não me acalmei.
Não me contive, não consegui parar, nem descansar.
Aceito-o pois. Não consigo fugir ao outro “eu”, é sina minha.
O que persigo! A Arte a diferença, como fim, a meta como infinito.
Sinto em alma “sei-o-bem”, que a “paz” possível na Pintura, é não ter nenhuma.
Nas origens, a dor, inquietação na procura constante da semente/razão, aventura do homem/artista, que força o Mundo para (sobre)viver/vencer no tempo presente.
Esquinas-Vivas, Metamorfoses, Mutações, Percursos, agora, próximos ou distantes o caminho/destino!
Não sei.
Só sei que sou conflito constante, inferno/drama/verdade/medo/moral, cerca-me a ideia do “real”, do “belo”, do “verdadeiro”.
Assim paz, imobilismo, conformismo, inércia nunca!
Não para mim, não na Arte.
Continuarei pois sempre á procura, “no fio da navalha” escravizo-me neste princípio/fim, acredito no homem/criação na luz/cor/forma/movimento, no mistério da vida.
E nesta nova Esquina-Viva a dobrar, procuro de novo a razão do meu “Eu”
_________________________________
- A alusão social tem sido na, sua obra, o motivo do seu pintar. Tendências aos lugares isolados, esquinas vivas, azulejos perdidos, casarios e fontanários que fazem parte da sua infância, do seu viver, do seu pintar.
- É um pintor, participante, culturalmente activo, atento, inquisidor da vida em seu dia-a-dia, denunciando logo o seu modo de estar nas telas.
- Cenários negros são comuns nos trabalhos deste artista.
- Retrata sempre fisionomias de espírito agitado e perplexo, especialmente reunidas em torno de maternidades e grupos desfavorecidos.
- José Silva entra na pele dos seus quadros, envolvendo-se ele mesmo com as personagens, experimentando uma vivência estranha, colocando-se no lugar dos outros, passeando por lugares que o estimulam.
- Algumas das figuras nuas que o artista nos revela, não têm posturas cândidas, sensíveis ou delicadas. São mulheres sensuais, adultas, sofridas e libertas, felizes de se desnudarem.
_________________________________
Biografia

- Nasceu na cidade do Porto em 1953.
- Inicia os seus estudos na E.C.I de Vila Nova de Gaia.
- Reside e tem Atelier actualmente em Vila Nova de Gaia.
- De 1968 a 1983 mantém contactos diários com a Arte,
através de Grandes Mestres da Pintura e suas obras.
- A sua primeira exposição individual realiza-se no Porto
na Galeria “O Primeiro de Janeiro. A partir de então
realizou mais de 100 Exposições, 40 das quais indivs.
- Sócio produtor da Cooperativa Árvore no Porto e dos
Artistas de Gaia Cooperativa Cultural C.R.L.
- Entre 1991/92 foi um dos responsáveis da Galeria do
Barredo no Porto.
- Catalogado no “Portuguese 20¨th Century Artists”, de
Michael Tannock e no dicionário “Artes Plásticas
Portugal – O Artista, seu Mercado” de Narciso Miranda.
- Visitas de Estudos regulares a Espanha, à Arco, “Feira
Internacional de Arte Contemp.”, acompanhando assim
outras expressões de Arte.
- Premiado no Fórum da Maia, Set. de ’96 na 1ª Bienal de
Artes Plásticas, organizada pelo Rotary Club da Maia.
- Está representado no Museu de Fafe, na Casa Museu
Teixeira Lopes, no Posto de Turismo de V.N. Gaia e em
diversas colecções partic.s no País e no Estrangeiro.
_________________________________
Exposições Individuais

- 1977/1979: Galeria “O Primeiro de Janeiro” - Porto
- 1981: Galeria do Posto de Turismo de Matosinhos
- 1983: Galeria “O Primeiro de Janeiro” - Porto
- 1984: Galeria do Hotel Corcel - Porto
- 1985: Galeria da Fund. Eng.º Ant.º de Almeida - Porto
- 1986: Galeria do Ateneu Comercial do Porto
- 1987: Galeria do Centro Artesanato de Vila do Conde
Galeria da Casa Municipal de Cultura - Fafe
- 1988: Galerias Diogo de Macedo/Casa Museu Teixeira
Lopes – Vila Nova de Gaia
- 1989: Osnofa - Espinho
- 1991: Lóios Galeria - Porto
- 1993: Galerias Ateneu Comercial / Torres Bárbara
- 1994: Galeria da Coop. Artistas de Gaia – V N. de Gaia
- 1996: Espaço de Arte – Alamacem – Porto
- 1997: Galeria Torres Bárbara – Vila Nova de Gaia
- 1998: Livramar Galeria de Arte - Espinho
- 1999: Centro Unesco / Arte ao Quadrado - Porto
- 2000: Galeria Municipal - Aveiro
- 2001: Galeria de Arte Caminhense – Caminha
Galeiria D.R.C. – Barcelos
“Arte ao Quadrado” (Exp. de Cerâmica) - Porto
- 2002: Espaço de Arte Delmino Pereira – Vila Real
- 2003: Auditório Municipal De Vila Nova de Gaia
- 2004: Galerias Majestic/Companhia das Artes - Porto
- 2005: Espaço Arte/Atelier/Galeria José Silva - Gaia
- 2005: Galeria de Arte Caminhense - Caminha
- 2006: Galeria Geraldes da Silva - Porto

Quinta-feira, Março 30

de 1 a 30 de Abril de 06__ Camarro


ADÁGIO

A rosa da esperança
cai
sem abrir as pétalas
à cor púrpura do entardecer
e toco o sol
sem sentir
ainda jovem
a minha pequena glória

João Maria Nabais


«Na pintura de CAMARRO, surge-nos a expressão da Vida, na sua emotiva relação com o movimento e a luz. Os temas amor, mulher, música levam-nos ao mistério do inconsciente e ao sonho do Homem e do artista.»


«O pintor parece querer renovar a paleta de cores, assim como, com o seu traço expressivo romper os limites, as linhas e contornos das figuras. Há já uma técnica própria, densamente texturada, sombreada, mas rasgada por flashes de cores que irrompem como uma energia telúrica. As cores predominantes são o preto e castanhos. Tons escuros, traçados com azuis e amarelos e algumas vezes com pinceladas fortes de magentas e púrpuras.»


«É uma pintura de instinto, febril e nervosa, numa atitude expressionista da tendência psicológica e vulcânica do artista – um carácter visionário com as suas próprias preocupações intimistas da realidade humana, por vezes dramática, e de angústia contida.»


«CAMARRO com o seu estilo metódico descreve os elementos da realidade, filtrada pela sua memória e imaginário criativo.»
João-Maria Nabais, 25 de Janeiro de 1997

Exposições Individuais:

- 1989/1991: Moldarte Barreiro
- 1993: Vícios Bar
- 1994: Sala de Exposições da C.M.B / Camarro Galeria
- 1995: Casa da Cultura de Beja / Camarro Galeria
- 1996: Camarro Galeria / Biblioteca Municipal de Belém
- 1997: Galeria Municipal do Barreiro
- 1998: Centro UNESCO do Porto / Gal. Geraldes da Silva.
- 1998/9: Galeria Horas Límpidas – Porto
- 2000/1: Pó D´Ouro Galeria.
- 2001: Castelo Sotto Mayor – Espanha.
- 2002: Casal de Ferreirós / Espaço D´Árte Cangas – Esp.
- 2002-05: Antiquária Jaime Trigo - Espanha
- 2006: Galeria Geraldes da Silva, Porto.

Exposições Colectivas:

- 1986/7: Salão da S.N.B.A
- 1988 Barrind
- 1990/1991: Salão dos Sócios da S.N.B.A
- 1993: Aniversário CUP / Salão Inter. de Arte Postal
- 1994: 1º de Maio / 1º Salão Artesfera / St.ª Bárbara
Museum of California / Arte & Mar Galeria / Ninho
do Mocho Galeria / Camarro Galeria / CUP
(Projecto Jovens Solidários) / 2º Aniversário CUP.
- 1995: Ninho do Mocho Galeria / Camarro Galeria /
Novotel Setúbal (Galeria Inquisição) / Hotel
Templários - Tomar.
- 1996: Exposição Internacional (Convento do Beato) /
Galeria Fórum Barreiro. / Pintar Barreiro (SFAL).
- 1997: Góis Arte ’97 / Galeria Geraldes da Silva
- 1998: I Rotary Arte / Gal. D´Arte Santiago / Góis Arte
- 2000: Galeria Heras (Espanha) / Góis Arte
- 2005: Góis Arte / Casal de Ferreiros – Espanha

Sexta-feira, Março 10


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